Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Da edição semanal do Expresso para o formato podcast. A opinião de Miguel Sousa Tavares, de viva voz, todas as sextas-feiras à tarde. Com um tema extra, improvisado, para descobrir na parte final de cada episódio

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Episode's summary

Neste episódio, o Tenente Coronel Ernesto Mel Antunes discute o seu papel histórico durante o processo revolucionário em Portugal, abordando a visão sobre a democracia política e social e a atuação do MFA para evitar a anarquia. O debate explora as transições democrática e de descolonização, analisando as nacionalizações e as divergências ideológicas no pós-25 de Abril. A conversa aprofunda-se nos processos de descolonização, incluindo os Acordos de Lusaca e Alvor, e as responsabilidades políticas e militares em Moçambique, Angola e Timor-Leste. São confrontadas visões sobre o radicalismo dos movimentos de libertação e o impacto das decisões tomadas na época para a sociedade portuguesa.

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Highlights

A minha tese é de que nas semanas, nas horas e nas semanas que se seguiram, ao 25 de Abril, de facto, a maior força motivadora da mudança da sociedade portuguesa foi uma força fundamentalmente espontânea.

00:10:16 · Mel Antunes argumenta que o clima revolucionário não foi imposto pelos militares, mas surgiu de forma espontânea na sociedade.

Toda a nossa ação, quando digo nossa, é do grupo, de certa maneira, na qual eu estava incluído, e que, como se sabe, acabou por emergir com contornos bem claros no grupo dos nove, Toda a nossa ação também foi pautada com essa preocupação de que as eleições se realizassem.

00:16:15 · O entrevistado esclarece que o seu grupo político tinha como prioridade fundamental a realização de eleições para consolidar a democracia.

Eu penso que foi um erro. Como se sabe, no plano económico e social de que eu fui responsável... Você disse-o na altura, na Assembleia do MFA, nas assembleções que aprovaram as nacionalizações. Disse isso ou não?

00:23:41 · O entrevistado expressa a sua discordância pessoal em relação ao processo de nacionalizações ocorrido em 1975.

O drama que atingiu as populações portuguesas, tanto em Moçambique como em Angola, foi fundamentalmente resultante do radicalismo dos dirigentes africanos.

00:38:14 · O entrevistado atribui a dificuldade da transição e o sofrimento das populações ao comportamento radical dos líderes dos movimentos de libertação.

As Forças Armadas portuguesas eram os soldados. Era o povo em armas.

00:45:45 · O interlocutor defende a honra das Forças Armadas, argumentando que elas representavam o próprio povo em um momento de crise social.

Episodes

228-

Miguel Sousa Tavares entrevista Ernesto Melo Antunes, em 1994: “Os militares não impuseram nada aos partidos”

Neste episódio, o Tenente Coronel Ernesto Mel Antunes discute o seu papel histórico durante o processo revolucionário em Portugal, abordando a visão sobre a democracia política e social e a atuação do MFA para evitar a anarquia. O debate explora as transições democrática e de descolonização, analisando as nacionalizações e as divergências ideológicas no pós-25 de Abril. A conversa aprofunda-se nos processos de descolonização, incluindo os Acordos de Lusaca e Alvor, e as responsabilidades políticas e militares em Moçambique, Angola e Timor-Leste. São confrontadas visões sobre o radicalismo dos movimentos de libertação e o impacto das decisões tomadas na época para a sociedade portuguesa.

09 Oct 2026
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“A saída do Ronaldo faz-me lembrar a de Pinto da Costa no Porto: tinha ganho tudo, podia ter saído em ombros várias vezes, acabou humilhado”

O episódio analisa as graves implicações políticas e éticas dos ataques de 7 de outubro em Israel, discutindo a possível negligência de Netanyahu perante avisos prévios e o crescente isolamento internacional do país. Em seguida, a conversa aborda o declínio de Cristiano Ronaldo na seleção nacional, criticando o impacto do seu ego e da sua marca comercial na manutenção do seu lugar na equipa.

01 Oct 2026
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Novo Podcast SIC Notícias: Maria João Avillez entrevista Isabel Guerreiro, CEO do Santander Portugal

Neste episódio, a presidente do Santander Portugal, Isabel Guerreiro, partilha a sua trajetória profissional não convencional e o seu estilo de liderança focado na execução. A conversa explora o impacto da inteligência artificial, os desafios económicos e políticos de Portugal, e a importância da estabilidade para o crescimento do país. A discussão aborda também o compromisso social do banco através da Fundação Santander, a visão sobre a rentabilidade e a estratégia de inovação com os 'work cafés' para humanizar o atendimento bancário.

29 Sep 2026
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Miguel Sousa Tavares entrevista Álvaro Cunhal, em 1994: “Nunca pensei em ambição pessoal”

Nesta entrevista, Álvaro Cunhal aborda a trajetória política do PCP, discutindo a postura do partido perante o pluralismo mediático e as dinâmicas de poder durante o processo revolucionário em Portugal. O debate explora a relação entre o partido, o MFA e o povo, bem como as tensões políticas enfrentadas no período pós-25 de Abril. A conversa percorre temas fundamentais como a autonomia do PCP face à União Soviética, o apoio aos movimentos de libertação em África e as interpretações históricas sobre o 25 de Novembro. Cunhal reflete ainda sobre o papel da mídia na democracia, a luta contra monopólios e as posições ideológicas do partido em relação ao stalinismo e às democridades populares.

25 Sep 2026
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IA: “Chega de mais evolução tecnológica, por mim parava já”. A “obsessão” do MNE. E os povos que “se calhar não gostam da democracia”

O episódio apresenta uma análise crítica da diplomacia portuguesa, focando na atuação do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e nas posições sobre Ceuta perante a União Europeia. O debate aborda também o crescimento da extrema-direita na Europa, com particular atenção ao cenário alemão. A discussão estende-se aos perigos existenciais da inteligência artificial e à velocidade do seu desenvolvimento tecnológico. São explorados os riscos para a humanidade e a intensa competição global entre potências como EUA e China pelo domínio desta tecnologia.

18 Sep 2026