Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Da edição semanal do Expresso para o formato podcast. A opinião de Miguel Sousa Tavares, de viva voz, todas as sextas-feiras à tarde. Com um tema extra, improvisado, para descobrir na parte final de cada episódio

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Episode's summary

Neste episódio, Ricardo Salgado discute o impacto do 25 de Abril e a transição política em Portugal, abordando a resiliência do grupo Espírito Santo perante as mudanças de regime e a necessidade da abertura económica. O entrevistado reflete sobre a sua visão ideológica e a importância da democratização para evitar o bloqueio do desenvolvimento nacional. A conversa explora também as consequências do 11 de março para o Banco Espírito Santo, incluindo a ocupação do banco e os esforços diplomáticos para a libertação de familiares. Por fim, Salgado detalha a estratégia de reconstrução do grupo através de projetos no Brasil e o seu regresso ao mercado português após as privatizações, contestando as indemnizações recebidas pelo Estado.

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Highlights

Nunca fui daqueles que pensei que os bons estavam de um lado à barreira e os maus do outro lado à barreira.

00:03:11 · O entrevistado descreve a sua postura de abertura perante diferentes formas de pensamento político.

o 11 de março aparece como que um choque, porque aparentemente seria um golpe da direita, foi pelo menos vendido ao país debaixo dessa imagem, quando todos nós sabemos que o resultado completo foi a assunção ou o controle do país pelos comunistas

00:15:12 · O entrevistado descreve a sua perceção sobre a natureza política dos eventos do 11 de março.

um ativo, como lhe referi, um ativo intangível de um valor incalculável, que é a confiança.

00:28:18 · Ele destaca a importância da confiança como o principal pilar para o funcionamento do setor financeiro.

Não posso deixar de afirmar aqui que o valor estabelecido para as indenizações foi absolutamente irrisório em relação ao valor das próprias instituições.

00:33:39 · Ricardo Salgado contesta o montante pago pelo Estado português pelas instituições nacionalizadas.

os bancos foram fundamentalmente mal geridos, e principalmente nos primeiros anos, no tempo do chamado Gonçalvismo, em que os bancos eram obrigados a conceder crédito por mandato, do Governo, a mandato do Governo.

00:35:29 · O entrevistado critica a gestão bancária durante o período de influência política do governo após 1975.

Episodes

230-

Miguel Sousa Tavares entrevista Ricardo Salgado, em 1994: “Sempre me dei bem com todas as formas de pensamento”

Neste episódio, Ricardo Salgado discute o impacto do 25 de Abril e a transição política em Portugal, abordando a resiliência do grupo Espírito Santo perante as mudanças de regime e a necessidade da abertura económica. O entrevistado reflete sobre a sua visão ideológica e a importância da democratização para evitar o bloqueio do desenvolvimento nacional. A conversa explora também as consequências do 11 de março para o Banco Espírito Santo, incluindo a ocupação do banco e os esforços diplomáticos para a libertação de familiares. Por fim, Salgado detalha a estratégia de reconstrução do grupo através de projetos no Brasil e o seu regresso ao mercado português após as privatizações, contestando as indemnizações recebidas pelo Estado.

23 Oct 2026
229-

Miguel Sousa Tavares e a privatização da TAP: “Os portugueses que pagam impostos estão de acordo, os que não pagam estão contra”

Neste episódio, Miguel Souza Tavares analisa a relação transatlântica de Portugal com os EUA, criticando a postura governamental face à Base das Lajes e à aquisição de F-35, num contexto de guerra híbrida russa e riscos da inteligência artificial. O debate estende-se ao impacto tecnológico no emprego, ao corporativismo na indústria do turismo português e às implicações da privatização parcial da TAP pela Lufthansa.

15 Oct 2026
228-

Miguel Sousa Tavares entrevista Ernesto Melo Antunes, em 1994: “Os militares não impuseram nada aos partidos”

Neste episódio, o Tenente Coronel Ernesto Mel Antunes discute o seu papel histórico durante o processo revolucionário em Portugal, abordando a visão sobre a democracia política e social e a atuação do MFA para evitar a anarquia. O debate explora as transições democrática e de descolonização, analisando as nacionalizações e as divergências ideológicas no pós-25 de Abril. A conversa aprofunda-se nos processos de descolonização, incluindo os Acordos de Lusaca e Alvor, e as responsabilidades políticas e militares em Moçambique, Angola e Timor-Leste. São confrontadas visões sobre o radicalismo dos movimentos de libertação e o impacto das decisões tomadas na época para a sociedade portuguesa.

09 Oct 2026
227-

“A saída do Ronaldo faz-me lembrar a de Pinto da Costa no Porto: tinha ganho tudo, podia ter saído em ombros várias vezes, acabou humilhado”

O episódio analisa as graves implicações políticas e éticas dos ataques de 7 de outubro em Israel, discutindo a possível negligência de Netanyahu perante avisos prévios e o crescente isolamento internacional do país. Em seguida, a conversa aborda o declínio de Cristiano Ronaldo na seleção nacional, criticando o impacto do seu ego e da sua marca comercial na manutenção do seu lugar na equipa.

01 Oct 2026
226-

Novo Podcast SIC Notícias: Maria João Avillez entrevista Isabel Guerreiro, CEO do Santander Portugal

Neste episódio, a presidente do Santander Portugal, Isabel Guerreiro, partilha a sua trajetória profissional não convencional e o seu estilo de liderança focado na execução. A conversa explora o impacto da inteligência artificial, os desafios económicos e políticos de Portugal, e a importância da estabilidade para o crescimento do país. A discussão aborda também o compromisso social do banco através da Fundação Santander, a visão sobre a rentabilidade e a estratégia de inovação com os 'work cafés' para humanizar o atendimento bancário.

29 Sep 2026